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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

4 X 4 – SOBRE CADA UM

          


LAURA – MINHA MINI ME

A Laura foi a terceira a nascer, chegou com chorinho fino, meigo, que até mesmo o médico comentou na hora: “choro de menininha”. Podíamos até acreditar que seria a mais doce! Rsrsrs
Foi a 2º mais gordinha, tinha 1340kg, mas perdeu muito, pois nasceu com um canal do coração aberto (não sei falar muito sobre isso, porque nesse momento do diagnóstico médico, eu estava na sala de recuperação, em seguida no quarto com mil pessoas e o Je decidiu tudo com os médicos e achou melhor me poupar.), que não permitia que ela recebesse alimento. Tomou a medicação para fechar e só então recebeu leite. Sei que foram 24 horas, não posso afirmar se passou disso. Enfim, ela ficou muuuuito magrinha, chegou a pesar 1090kg, uma aparência cansada e toda vez que eu questionava algo aos médicos, era exatamente essa resposta que recebia: “ela é mais cansadinha, mãe” (odeeeeiiiio essa coisa de chamar de mãe. Rsrs)
Enfim, tudo ficou bem, realmente era só esperar o remédio fazer efeito e correr atrás doprejuízo, o que ela fez bem rápido e direitinho! Rsrsrs
            Em casa, no início dividia o quarto com o JP, mas chorava muito e ele era da paz, assim como a Sophia, que estava com a Bibi que também esgoelava. Fizemos as mudanças, que permaneceram por muito tempo como avaliação de afinidades, inclusive na escola, quando foi avaliado quem ficaria com quem.
            Hoje é tudo beeeem diferente.

  • -       Foi o último nome que escolhemos, já estávamos naquele desgaste de descobrir o taaaanto de gente que marcou a vida de tanta gente negativamente (rsrsrs), a cada ideia que surgia.  Sugeri Luiza, Lara, até que o Je escolheu Laura. Como ele que andava negando todas as opções que eu dava, aceitei IMEDIATAMENTE! E posso falar? Não teria como ser outro, ela tem CARA e jeito de Laura.
  • -       Chamamos ela de Lauricota, Lauroca, moreninha, morenex e variações daquelas invenções repentinas.
  • -       Autêntica, cheia de opinião e personalidade
  • -       Tímida na medida certa, que às vezes surpreende e pega um microfone em um bar, pra cantar uma música que ela compôs para o pai.
  • -       Usa óculos desde os 7 anos para hipermetropia
  • -       Criativa como ninguém, adora inventar coisas com sucatas, construir brinquedos, maquetes, compõe músicas e histórias.
  • -       Tem diário e vários caderninhos
  • -       Ama roxo
  • -       Detesta unicórnio, princesa e cor de rosa.
  • -       Ama assistir séries no netflix, acompanha direitinho e sempre escolhe os melhores filmes no dia do cineminha.
  • -       Pensa que é a dona do controle
  • -       Ama um eletrônico e sabe mexer em tuuuudo.
  • -       Tem os melhores planos para o futuro: vai morar em um Motor Home e ficar 10 dias em cada cidade do mundo! (não sei de onde ela tirou essa ideia, mas sem dúvida é a mais legal.)
  • -       Comida preferida e viciada mesmo: japonês e camarão. Pede toda semana.
  • -       Detesta quando mandamos alguma coisa, com tom autoritário.
  • -       Me enfrenta, responde, depois percebe que fez cagada e se arrepende e vem com a cara e a voz mais doce do mundo.

Não curte muito o fato de ser quadrigêmea, já disse isso algumas vezes, inclusive em entrevista (rsrs), mas é a MAIS amorosa, incapaz de ir em uma festa e não trazer coisas para os irmãos, divide tudo o que ganha com eles e sempre faz cartinhas com recados fofos. Deixa bilhetes escondidos nas lancheiras deles, nos travesseiros em vários lugares. Quer abraçar à noite, dar beijo, dormir junto, mas AI de quem contrariá-la. Fica brava, bate o pé, fala firme e responde pra quem for.
Romântica, escuta músicas de adolescente apaixonada e vive contando histórias de amor.
Observadora, sempre sabe tuuudo o que tá acontecendo em um filme, série ou jogo, se liga nos detalhes, mas tá sempre viajando quando o assunto é real, algo aqui de casa ou quando estamos decidindo alguma coisa.
É a mais fácil e ao mesmo tempo a mais difícil, a que requer mais atenção e que mais sente essa divisão de serem em 4 e ter que entender que sou uma mãe para muitos filhos.
Já me fez chorar pelo desgaste de nossas “brigas”, quando ela teima que a última palavra é a dela, mas sem A MENOR SOMBRA DE DÚVIDAS, já gargalhei muitos litros a mais, com cada pérola que ela solta!
Essa é minha moreninha, minha mini me versão melhorada!





segunda-feira, 14 de maio de 2018

MAIS UM DIA DAS MÃES


Dia das mães é todos os dias, né?
Mas é tãããão gostoso a gente ter um dia especial só nosso, já que todos os dias já vivemos intensamente esse papel. Eu AMO e curto todos os minutos dos mimos que temos direito.
Aqui em casa, tenho o hábito de café da manhã especial para todas as datas. Sou super temática e sempre faço, já virou uma marca registrada. Eles adoram e esperam por isso, ficam super animados e ansiosos, querendo saber das programações, o que vamos servir... Às vezes até me cobram.
Na escola deles, no terceiro ano, já não tem mais apresentação, mas ainda fazem bilhetes fofos e presentinhos, ainda bem, porque eles estavam super preocupados que não iam fazer nada pra mim! Hehehehe
No sábado a noite, foram com o Je ao super e já prepararam meu super banquete surpresa. Foram dormir sem dar trabalho nenhum, não apareceram na minha cama durante a noite e fizeram super silêncio na parte da manhã. Eu já comecei a curtir o meu dia (desfrutando desse silêncio causado pela ansiedade de manter a surpresa) dormindo TOTALMENTE em paz, até mais tarde!
Os 5 foram muito perfeitos ou eu estava muito cansada, mas realmente não tinha escutado NADA.
De repente sou acordada com o Meu Quarteto invadindo o quarto, falando em coro um lindíssimo e animado Feliz Dia das Mães, seguido de ataque coletivo com beijos e abraços pulando na minha cama. Já ganhei o dia!!! Não tinha como não começar bem, né?
Seguimos para a super deliciosa e irresistível mesa de café da manhã, que além de linda, estava caprichada. Acordaram cedo e até fizeram brownie. To super bem arrumada com essa galera, né? Papai aprendeu rapidinho essa minha coisa de café da manhã e está até me superando!! Pontos pra ele e vantagem pra mim!
Ficamos toda manhã na mesa, abrindo os presentes, bilhetes, ganhei flores, incontáveis beijos e abraços, muitos eu te amo, você é a melhor mãe do mundo, tudo vezes quatro, para que eu sempre me lembre que se dá trabalho quadriplicado, o amor é na mesma proporção!
Ser mãe não é fácil, não é passageiro, não tem manual nem dá pra buscar no Google. Ser mãe é a dádiva mais desafiadora que alguém pode receber. Mãe é doce e amarga na medida certa, mãe sofre em silencio e sorri escancarado, mãe encoraja morrendo de medo, mãe nunca mais come um prato sozinha, faz xixi sem ser chamada ou dorme sem dar aquela espiada nos quartos. Mãe quer fugir e não consegue nem imaginar por muito tempo essa realidade. Mãe reclama MUITO, mas ai de quem reclamar. Mãe é cansada, mas está sempre pronta para atender um filho. Não existe mãe que é SÓ mãe e não trabalha fora, mãe trabalha o tempo todo, remunerado ou não. Mãe é mãe e PONTO! Por isso que por eles e para eles, vivo intensamente e aprendo diariamente com esse papel de mãe de quadrigêmeos que me foi dado e eu tento desempenhar da melhor maneira.
Por causa deles, vivi mais uma vez a emoção de comemorar esse dia!
Parabéns para todas as mães, da forma que viverem a maternidade.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

PARTE II - SOBRE SER MÃE DE UTI MEUS 36 DIAS DE ANGÚSTIA, EMOÇÃO E MUITO APRENDIZADO





Então, fui apresentada, oficialmente, para a minha nova rotina.
Chego na UTI logo cedo, um pouco mais disposta, com menos dor, cheia de lisador, para enfrentar essa jornada que iniciava.
            Aprendi as regras para chegar até meus filhos: a porta ficava trancada, com interfone que só abria após identificação. Os pais, podiam visitar o dia inteiro, sem restrições, familiares ou amigos, apenas nos horários destinados à visita, com um limite de duas pessoas por horário. Chegando lá, precisávamos de um super cuidado com higiene, pois as crianças estão mais suscetíveis à infecções. Na entrada, um armário para cada mãe, onde deixamos nossos pertences e recebemos nossa chave. Lá dentro, avental e máscara (máscara, para quem estava com bebê que necessitava de mais precações), que eram trocados todos os dias. As mãos e braços também precisavam de cuidado extra: lavávamos duas vezes e desinfetar com álcool em gel. Só então, poderíamos seguir para o leito.
            Logo na entrada, um novo procedimento com álcool em gel, que deveríamos passar ainda várias vezes ao dia, afinal, todo cuidado é pouco. As enfermeiras prontamente nos ensinam a abrir as incubadoras com o cotovelo, para não infectar a mão com nada.
            Enfim, cheguei até eles. Como disse no texto anterior, fui direto ao prontuário. Assim como recém-nascido que nasce a termo, os meus também tinham perdido alguns gramas, mas no caso dele, me preocupava, já que eram bem magrinhos. Fiquei tranquila, quando a médica me passou todos os diagnósticos e boletim das condições deles, exceto quando cheguei até a Laura (a terceira a nascer, com o segundo melhor peso – 1340kg). A válvula do coração não havia fechado ainda, por isso ela não poderia receber leite. Quando perguntava qual era o problema dela, uma resposta que sempre me deixou MUITO irritada: Mãe (porque nos chamam de mãe??????), ela só é mais cansadinha.
            Sério, que com tantos anos de estudo e especialização, responsável por uma UTI neo, essa era a melhor resposta que ela poderia me dar? Cansadinha do que, porque??
            Sim, essa era a melhor resposta, mas não aceitamos isso. A médica tinha tudo sob controle e não queria me preocupar, então, adotou o cansadinha. Neste caso, cansadinha fiquei eu, de ouvir coisas desse tipo, mas sei que ela estava certa.

(NAS FOTOS, A IDENTIFICAÇÃO DE CADA UM, SOBRE A INCUBADORAS, QUE ALÉM DOS NÚMEROS, ERAM DIFERENCIADOS POR RN 1, 2, 3, 4, POR ORDEM DE NASCIMENTO)

A manhã toda fiquei por lá, meio sem saber o que fazer, como lidar com aquilo, se poderia tocá-los, perguntando tudo para as enfermeiras, que ainda eram estranhas para mim, mas que já tinham muito mais contato com os meus filhos. Era um sentimento bem estranho, como se eles não fossem meus. Não tinha nenhuma intimidade, nem criado algum vínculo tão intenso, como as outras mães relatam que desperta, na hora do parto. 
Me questionava sobre esse tal botão que aciona nas mães, mas para o meu alívio, depois de um tempo descobri que a maioria diz a mesma coisa que eu, que não sentiu esse amor maior do mundo, assim que ouviu o primeiro choro. UFA!!! Esse amor cresce dia a dia, a ponto de não caber no nosso peito, mas naquela hora, vivi APENAS uma grande emoção!
   

  Mais um sentimento diferente do que imaginava que teria: não fiquei o dia inteiro lá, ninguém precisou me orientar a sair para dar uma volta, respirar ou me distrair um pouco. Simplesmente olhei, olhei, fiquei por algumas horas e voltei para o quarto. Estava tranquila quanto a condição deles, apenas preocupada com esse “tal cansaço” da Laura, mas não tinha nada que eu pudesse fazer. Não podia pegá-los, apenas tocá-los pelo buraquinho. 
            Voltei para o quarto com o coração calmo, sem culpa por não ficar lá o dia inteiro, como percebi que algumas mães faziam, simplesmente segui meu coração. Um dia de cada vez, o instinto já estava me mostrando que eu precisaria seguir meu coração e andar com as minhas pernas, pois dificilmente encontraria pessoas para me orientar em como lidar com quadrigêmeos. A jornada seria longa, precisava estar forte, calma, sem culpa e com muita fé.  Foi isso que eu fiz!
            Tempo pra mim! Aprendi isso logo no primeiro dia, ainda bem. Eu também iria precisar de tempo para mim.
            Mães, aprendam isso, não se culpem, vocês existiam antes da maternidade e precisam existir para ter saúde, disposição, bom humor para cuidar dos seus filhotes. O tempo para a mãe é precioso, não é errado, negligência, falta de amor: é se preparar para dar muito mais de si para eles.
            Mães felizes, criam filhos felizes!!!