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segunda-feira, 18 de março de 2019

4 X 4 - SOBRE CADA UM






Beatriz - nossa caçulinha!

A Bibi foi a última a nascer, mas a que decidiu o dia e hora do parto
(por estar mais esmagadinha, o fluxo no cordão foi diminuindo, então optamos por marcar a cesárea, por isso digo que foi ela que decidiu), já mostrando, desde a barriga, que era uma “baixinha porreta”.  A menor de todos desde o parto até hoje – nasceu com 1200kg e 38,5 cm.
Segundo os médicos (acho que uma suposição por uma questão lógica do posicionamento visto no ultrassom), foi a primeira a ser feita. Ela é a prova daquele ditado: “os últimos serão os primeiros”. E do contrário também! Rsrsrs
            Já sem saber mais que nome pensar, esqueci completamente que quando criança dizia que teria uma filha chamada Ana Beatriz e a chamaria de Bia, até que o Je sugeriu Beatriz, assim do nada, e eu AMEI!!! Amei que amava o nome, amei que resolvemos mais um, amei que teria a minha Bia.
            Durante toda gravidez a chamava de Bia, mesmo sem saber quem era quem na barriga, porque decidimos a ordem dos nomes pelo nascimento. No período de UTI, brinco que eu ainda não tinha tanta intimidade com eles, ela também era a Bia, sempre pequenininha, toda charmosinha e dengosa. Assim que chegou em casa e criamos nosso vínculo, passou a ser Bibi. Engraçado que simplesmente NÃO conseguia chamá-la de Bia, não saía, ela só podia ser BIBI. Sem saber quem era quem, por uma escolha aleatória de ordem de nascimento, acho que o nome de cada um caiu como uma luva.

  • .   Chamamos de Bibi, Bibizinha, Bibiroca, Pituquinha, Pitica…
  • ·      É 14,5cm menor que a mais alta (Laura) e adora isso!
  • ·      Toda vaidosa, tá sempre arrumadinha, acorda e penteia o cabelo todo perfeitinho.
  • ·      Detesta se sujar, fica de tênis e meia até nas festas, chega em casa e já quer correr pro banho.
  • ·      É, de LONGE, a mais ativa deles! Ama correr, pular, sobe em árvore feito um macaco, adora atividades ao ar livre e esporte em geral.
  • ·      Super responsável com a escola, tem pânico se digo que vamos chegar atrasados, mas é suuuper nervosa quando não consegue fazer uma lição ou se não entende alguma coisa.
  • ·      Parece doce, mas é brava pra burro! Bate o pé, fala alto e grosso quando precisa e meio que domina a galera aqui.
  • ·      É a MAIOR fã do JP, puxa saco, ciumenta assumida e a queridinha dele tb.
  • ·      É uma MOLECA! Não curte bonecas, nem rosa, nem princesa, nem personagens, nada disso. Joga bola como ninguém, adora uma corrida, salto em distância...
  • ·      Adora Harry Potter, já assistiu todos várias vezes, coleciona varinhas e agora só quer tudo do bruxo! a mochila, o tema do aniversário, a agenda, tudo o que existir.
  • ·      Engraçadíssima, espirituosa, faz as melhores imitações e cria vozes hilárias
  • ·      Foi a primeira a sentar, engatinhar, andar e falar.
  • ·      Tem um estilo de alimentação saudável por conta própria, não pode ver uma fruta que devora, AMA salada, briga por tabule, tira o miolo do pão desde sempre, não gosta de bombom, nem de brigadeiro.
  • .    Foi viajar sozinha para a casa do meu pai, descobriu que não aguenta ficar tanto tempo longe dos irmãos (nem de mim) e teve que voltar antes do tempo programado.

Ela é a queridinha dos outros 3, popular na turma, cheia de amigos. Amorosa, se dá bem e cuida bem de todo mundo, se apavora se algum deles se machuca ou tem qualquer coisa errada.
Estava embaixo dos 3, sentada, com o cordão enrolado no pescoço. Nasceu – literalmente – com o bumbum virado pra lua e espero que mantenha assim! Rsrsrs
Ela que decidiu o dia do parto, também determinou a alta da UTI, porque  demorou para engordar e fez todo mundo esperá-la.
Super apegada aos irmãos, aos pais e à família, minha pituquinha tem o jeito único e especial de surpreender com sua doçura, arrancar gargalhadas com sua graça  e enlouquecer qualquer um com seu xilique, quando quer alguma coisa. Tudo na mesma intensidade.
Foi com a chegada dela, com o quarto e último choro, que me tornei, OFICIALMENTE, mãe dos quadrigêmeos. Do MEU QUARTETO.










segunda-feira, 5 de novembro de 2018

4 X 4 – SOBRE CADA UM

          


LAURA – MINHA MINI ME

A Laura foi a terceira a nascer, chegou com chorinho fino, meigo, que até mesmo o médico comentou na hora: “choro de menininha”. Podíamos até acreditar que seria a mais doce! Rsrsrs
Foi a 2º mais gordinha, tinha 1340kg, mas perdeu muito, pois nasceu com um canal do coração aberto (não sei falar muito sobre isso, porque nesse momento do diagnóstico médico, eu estava na sala de recuperação, em seguida no quarto com mil pessoas e o Je decidiu tudo com os médicos e achou melhor me poupar.), que não permitia que ela recebesse alimento. Tomou a medicação para fechar e só então recebeu leite. Sei que foram 24 horas, não posso afirmar se passou disso. Enfim, ela ficou muuuuito magrinha, chegou a pesar 1090kg, uma aparência cansada e toda vez que eu questionava algo aos médicos, era exatamente essa resposta que recebia: “ela é mais cansadinha, mãe” (odeeeeiiiio essa coisa de chamar de mãe. Rsrs)
Enfim, tudo ficou bem, realmente era só esperar o remédio fazer efeito e correr atrás doprejuízo, o que ela fez bem rápido e direitinho! Rsrsrs
            Em casa, no início dividia o quarto com o JP, mas chorava muito e ele era da paz, assim como a Sophia, que estava com a Bibi que também esgoelava. Fizemos as mudanças, que permaneceram por muito tempo como avaliação de afinidades, inclusive na escola, quando foi avaliado quem ficaria com quem.
            Hoje é tudo beeeem diferente.

  • -       Foi o último nome que escolhemos, já estávamos naquele desgaste de descobrir o taaaanto de gente que marcou a vida de tanta gente negativamente (rsrsrs), a cada ideia que surgia.  Sugeri Luiza, Lara, até que o Je escolheu Laura. Como ele que andava negando todas as opções que eu dava, aceitei IMEDIATAMENTE! E posso falar? Não teria como ser outro, ela tem CARA e jeito de Laura.
  • -       Chamamos ela de Lauricota, Lauroca, moreninha, morenex e variações daquelas invenções repentinas.
  • -       Autêntica, cheia de opinião e personalidade
  • -       Tímida na medida certa, que às vezes surpreende e pega um microfone em um bar, pra cantar uma música que ela compôs para o pai.
  • -       Usa óculos desde os 7 anos para hipermetropia
  • -       Criativa como ninguém, adora inventar coisas com sucatas, construir brinquedos, maquetes, compõe músicas e histórias.
  • -       Tem diário e vários caderninhos
  • -       Ama roxo
  • -       Detesta unicórnio, princesa e cor de rosa.
  • -       Ama assistir séries no netflix, acompanha direitinho e sempre escolhe os melhores filmes no dia do cineminha.
  • -       Pensa que é a dona do controle
  • -       Ama um eletrônico e sabe mexer em tuuuudo.
  • -       Tem os melhores planos para o futuro: vai morar em um Motor Home e ficar 10 dias em cada cidade do mundo! (não sei de onde ela tirou essa ideia, mas sem dúvida é a mais legal.)
  • -       Comida preferida e viciada mesmo: japonês e camarão. Pede toda semana.
  • -       Detesta quando mandamos alguma coisa, com tom autoritário.
  • -       Me enfrenta, responde, depois percebe que fez cagada e se arrepende e vem com a cara e a voz mais doce do mundo.

Não curte muito o fato de ser quadrigêmea, já disse isso algumas vezes, inclusive em entrevista (rsrs), mas é a MAIS amorosa, incapaz de ir em uma festa e não trazer coisas para os irmãos, divide tudo o que ganha com eles e sempre faz cartinhas com recados fofos. Deixa bilhetes escondidos nas lancheiras deles, nos travesseiros em vários lugares. Quer abraçar à noite, dar beijo, dormir junto, mas AI de quem contrariá-la. Fica brava, bate o pé, fala firme e responde pra quem for.
Romântica, escuta músicas de adolescente apaixonada e vive contando histórias de amor.
Observadora, sempre sabe tuuudo o que tá acontecendo em um filme, série ou jogo, se liga nos detalhes, mas tá sempre viajando quando o assunto é real, algo aqui de casa ou quando estamos decidindo alguma coisa.
É a mais fácil e ao mesmo tempo a mais difícil, a que requer mais atenção e que mais sente essa divisão de serem em 4 e ter que entender que sou uma mãe para muitos filhos.
Já me fez chorar pelo desgaste de nossas “brigas”, quando ela teima que a última palavra é a dela, mas sem A MENOR SOMBRA DE DÚVIDAS, já gargalhei muitos litros a mais, com cada pérola que ela solta!
Essa é minha moreninha, minha mini me versão melhorada!





quinta-feira, 17 de maio de 2018

O DIA QUE A TOCHA OLÍMPICA PASSOU EM CASA!



não passou na minha casa, mas passou na cidade e eles encontraram!
Já estou me preocupando com a abertura da copa, porque a Tocha Olímpica foi tão marcante e interessante pra eles que eu espero – do fundo do meu coração – que não seja algo assim muito caprichado.
Em casa de quadrigêmeos, coisas mirabolantes acontecem (o que der, eu divido aqui com vocês, o que for exageradamente mirabolante, guardo segredo secretíssimo! Rsrsrs) e quando esses quadrigêmeos sãos OS MEUS, acredito que a possibilidade fica ainda maior. Juro que dá pra escrever um livro da série: só acontece com você!!! rsrsrsr
Bom, estava tranquilamente (dentro do que é tranquilamente pra mim, não para vocês! Hehehe) sozinha com os 4, pós escola, dia normal, organizando o jantar e aquele “vuco-vuco”em casa. A Laura me chama no quarto, vou até lá atendê-la em pouquíssimos minutos, percebo que é uma bobeira, mais uma mania mesmo de me chamar, que ela é A RAINHA disso, e volto rapidamente para a sala (sala + cozinha, que é tudo integrado). Quando chego, vejo a felicidade do João Pedro com o que???? A TOCHA OLÍMPICA nas mãos!!!!
Ele enrolou uma folha sulfite como um cone, colocou a ponta da boca do fogão e levantou todo feliz, dizendo que tinha feito a tocha.
Óbvio que sem pensar, naquele desespero de mãe e de qualquer pessoa que precisa agir no imediato, peguei a “tocha” e amassei o papel, apagando o fogo com a minha mão e só então, pensando racionalmente (já sem a MENOR necessidade, porque era uma folha sulfite já apagada), joguei no chão e pisei em cima, só pra sujar a cozinha. Burraaaaaaa eu sei!!! Mas resolvi o quase acidente, sem nenhuma baixa.
Nunca tive problemas com eles de mexerem em remédio, fogão, produtos, nada. Sempre expliquei o perigo de cada coisa, pois além de ser importante que a criança tenha noção do perigo, sei que com quadrigêmeos seria difícil estar o tempo todo presente, principalmente porque muitas vezes estou sozinha com eles e cada um me solicita em um canto. Então, depois de 8 anos sem sustos desse tipo, sem nenhuma gracinha em zona proibida (como mexer na cozinha, por exemplo), eu encontro a Tocha Olímpica fazendo um tour pela minha sala.
Passado o susto e só lembrando da cena dele todo feliz, achando aquilo o máximo, e da minha com a pior reação, a primeira coisa que me veio à mente foi minha avó, que sempre disse: “filho criado, trabalho dobrado”.
Sábia avó!
Tomara que na copa seja apenas um chute inicial na bola ou nada que envolva fogos e coisas do tipo, assim já combino com eles e a gente imita na rua!

segunda-feira, 14 de maio de 2018

MAIS UM DIA DAS MÃES


Dia das mães é todos os dias, né?
Mas é tãããão gostoso a gente ter um dia especial só nosso, já que todos os dias já vivemos intensamente esse papel. Eu AMO e curto todos os minutos dos mimos que temos direito.
Aqui em casa, tenho o hábito de café da manhã especial para todas as datas. Sou super temática e sempre faço, já virou uma marca registrada. Eles adoram e esperam por isso, ficam super animados e ansiosos, querendo saber das programações, o que vamos servir... Às vezes até me cobram.
Na escola deles, no terceiro ano, já não tem mais apresentação, mas ainda fazem bilhetes fofos e presentinhos, ainda bem, porque eles estavam super preocupados que não iam fazer nada pra mim! Hehehehe
No sábado a noite, foram com o Je ao super e já prepararam meu super banquete surpresa. Foram dormir sem dar trabalho nenhum, não apareceram na minha cama durante a noite e fizeram super silêncio na parte da manhã. Eu já comecei a curtir o meu dia (desfrutando desse silêncio causado pela ansiedade de manter a surpresa) dormindo TOTALMENTE em paz, até mais tarde!
Os 5 foram muito perfeitos ou eu estava muito cansada, mas realmente não tinha escutado NADA.
De repente sou acordada com o Meu Quarteto invadindo o quarto, falando em coro um lindíssimo e animado Feliz Dia das Mães, seguido de ataque coletivo com beijos e abraços pulando na minha cama. Já ganhei o dia!!! Não tinha como não começar bem, né?
Seguimos para a super deliciosa e irresistível mesa de café da manhã, que além de linda, estava caprichada. Acordaram cedo e até fizeram brownie. To super bem arrumada com essa galera, né? Papai aprendeu rapidinho essa minha coisa de café da manhã e está até me superando!! Pontos pra ele e vantagem pra mim!
Ficamos toda manhã na mesa, abrindo os presentes, bilhetes, ganhei flores, incontáveis beijos e abraços, muitos eu te amo, você é a melhor mãe do mundo, tudo vezes quatro, para que eu sempre me lembre que se dá trabalho quadriplicado, o amor é na mesma proporção!
Ser mãe não é fácil, não é passageiro, não tem manual nem dá pra buscar no Google. Ser mãe é a dádiva mais desafiadora que alguém pode receber. Mãe é doce e amarga na medida certa, mãe sofre em silencio e sorri escancarado, mãe encoraja morrendo de medo, mãe nunca mais come um prato sozinha, faz xixi sem ser chamada ou dorme sem dar aquela espiada nos quartos. Mãe quer fugir e não consegue nem imaginar por muito tempo essa realidade. Mãe reclama MUITO, mas ai de quem reclamar. Mãe é cansada, mas está sempre pronta para atender um filho. Não existe mãe que é SÓ mãe e não trabalha fora, mãe trabalha o tempo todo, remunerado ou não. Mãe é mãe e PONTO! Por isso que por eles e para eles, vivo intensamente e aprendo diariamente com esse papel de mãe de quadrigêmeos que me foi dado e eu tento desempenhar da melhor maneira.
Por causa deles, vivi mais uma vez a emoção de comemorar esse dia!
Parabéns para todas as mães, da forma que viverem a maternidade.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

TERRIBLES 2??? JÁ CHEGOU NOS 8 ANOS?



 MEU QUARTETO FAZENDO TUDO VALER A PENA
Quem escreveu sobre os Terribles 2, certamente não tinha chegado aos “DESGASTANTES 8”, nem imaginava o que estava por vir, porque se os 2 anos foram terríveis, os 8 colocam essa idade no bolso, dando beijinho no ombro. Rsrsrs
E, particularmente, estou PIRANDO.COM.BR. E, para a nossa alegria (ou não! Rsrsr), descobri que isso não acontece só por aqui!!!!! heheheheh Com as pesquisas que tenho feito com outras mães, até mesmo os filhos únicos têm dado uma causadinha com os pacientes papais.
Que mudança RADICAL de comportamento, meu Pai. 
Sempre digo que a maternidade é um eterno jogo de vídeo-game. A gente fica batalhando em uma fase, quando está pro, com todas as armas, passa de fase, para uma mais “desafiadora”, porém com as armas e todo o conhecimento já conquistado na fase anterior, mas a fase 8 tá caprichada, hein???
Algumas coisas são em comum em todas as casas, outras são exclusividade minha (e das minhas amigas Quadriloucas), pelo fato de ter 4 da mesma idade, mas vamos aos fatos.

O que temos de novo nessa idade?

Tem muito pera aí, já vou, surdez, vontades próprias ... Essas coisas são de todas as casas, mas já imaginou que delícia, 4 criaturinhas falando pera aí, já vou ou fingindo surdez absoluta???? Aí o que vem em seguida???? Os irritadinhos, quando falamos mais de 157 vezes, aí perdemos a linha, damos aqueles gritos que 99,9% das mães me entendem e sabem como são e eles reagem com espanto, como você fosse A LOUCA, que acabou de falar pela primeira vez.
Nossa Senhora da loucura, ajuda aí, que tenho muitas fases pra passar e precisamos manter a lucidez por aqui!!!!
Bom, completando o pacote, parece que a galera descobriu AGORA que eles são quadrigêmeos e que isso implica mais do que o diferente de ser 4, ter sempre irmão pra brincar, nunca estar sozinho... Agora começaram com ciúme, algo que nunca tiveram (farei post em breve só sobre esse assunto), disputa por tudo, principalmente por atenção, brigas o tempo todo (também falarei sobre elas em um post exclusivo, elas merecem atenção!!!) e o tal do isso não é justo!”. Quem foi que deu aula de direito para eles????
Agora TUDO aqui não é justo, mesmo que eu sempre tenha me desdobrado para manter a justiça plena, em não ter nenhuma diferença em nenhum tratamento e deixar MUITO claro pra eles, que cada um é um.
Enfim, juntando tudo isso, concluí que os Terribles 2 são deliciosamente encantadores, se comparados ao Desgastante 8.
Maaaasssss, como toda moeda tem 2 lados, os 8 anos vem cheios de encantos também e nisso meu saldo é bem positivo, por ter 4!
Nessa idade já posso dizer que tenho companheiros para muitas coisas. Já conversamos sobre N assuntos, me fazem carinho quando percebem que não estou bem, damos muuuuitas risadas juntos, fazemos programinhas individuais, respeitando o gosto de cada um, assistimos séries juntos e esperamos ansiosos pelos próximos episódios, visto a camiseta do Corinthians e grito nervosa para assistir o jogo com o João Pedro, brinco de boneca com a Sophia, vou ao japonês com a Laura, ando de bike com a Bibi, enfim, dividimos o nosso dia a dia com a individualidade de cada um, aproveitando o bom do crescimento, das descobertas da independências e das personalidades.
No fim das contas, eles vivem mesmo com 5 mães, porque com cada um tenho que ter um jeito de lidar, respeitando as personalidades e as necessidades individuais, além de ter a mãe que lida com o quarteto quando não existe negociação e a coisas precisam funcionar em grupo, sem A nem B e eu vou me descobrindo entre esses mil papeis que preciso interpretar, me moldando a cada nova fase, guardando todas as armas adquiridas nas anteriores.
E vamos que vamos para as próximas descobertas!!!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O QUE EU PENSO, O QUE EU FAÇO E AS MÃES DE CARTILHA


Se tem uma coisa que vem junto com a maternidade, que talvez a gente nunca consiga se livrar TOTALMENTE, é a famosa famosa culpa, que nós, mães, insistimos em sentir a todo o momento, principalmente no incício.
Procuramos pelo em ovo (como dizem), para dar um jeito de ter culpa em alguma coisa. Impressionante, como nunca estamos satisfeitas.
Sabe porquê? Eu acho que tem a ver com esse título, que coloquei. Pelo menos comigo, aconteceu algumas vezes, até eu enxergar isso e agir de forma diferente em relação à outras mães, expectativas dos outros e minhas capacidades X realidade X culpa.
A primeira vez que tive essa noção, foi logo no início, no dia seguinte que tive alta do hospital e eles ficaram na UTI.
Tinha ficado 7 meses e meio de repouso na casa da minha mãe, saí de lá direto para o hospital, onde fiquei mais 21 dias para, enfim, voltar para a minha casa, para um pouco de vida após tanto tempo deitada, sem precisar me preocupar com uma barriga com 4 bebês, ou seja, relativamente livre para viver por uns dias, enquanto meus filhos estavam naUTI, de um dos melhores hospitais.
Lembro perfeitamente do dia. Saímos do hospital em um sábado de manhã, estava um dia lindo! Fomos almoçar fora, aproveitei minha liberdade, andei, subi escada, curti minha casa, fiquei feliz, voltei para minha vida, dentro do possível, naquele momento. Era uma sensação deliciosa, mesmo sabendo que os 4 estavam na UTI (bem, internados apenas para ganhar peso), o fato de estar ali depois de tanto tempo em uma cama, me deixava feliz! Eles estavam recebendo os melhores cuidados que podiam, eu também precisava cuidar de mim e foi o que eu fiz!
No primeiro dia da minha alta, um domingo, não passei a tarde com eles, dentro da UTI, olhando os bebês por um acrílico e tocando por um buraco, como as mães de cartilha achavam que eu deveria ter feito. Sabia que estava tudo ótimo com eles, passei para deixar os leites, conferir o prontuário e pronto, fui curtir o meu primeiro dia oficial fora da cama, do hospital e sem a barriga!
Fui feliz, não teria mudado nada, sei que fiz o que foi certo PARA MIM, naquele momento. Porém, foi nesse dia que comecei a perceber o tal “O que os outros acham que eu devo fazer”. É engraçado, mas em alguns momentos eu pensava: não é estranho eu não ter ficado? As mães perfeitas não ficariam? Preciso sentir culpa! E aquilo ficou martelando na minha cabeça. Será que o certo não era eu estar lá? Bingo! Eu já estava afetada pelas perfeitas “Mães de cartilha”.
Certo?? Certo para quem? Aí, em diversas situações, me cobrava por não estar pensando neles, por não agir como elas, por não ser tão fofa e tão perfeita, por pensar em mais coisas, além da maternidade.
De repente, percebi que quando pensava neles (já com eles em casa e eu de volta ao trabalho), antes vinha a frase de cobrança: Nossa! Faz muito tempo que não penso neles.
Internamente, era como se houvesse alguém me julgando a todo momento, como se eu devesse seguir a cartilha e estivesse andando na direção errada.
Enfim, percebi que as mães perfeitas não existem, que nem essas que julgam e ditam regras são, e passei a seguir o meu instinto, a minha vontade, sem culpa, fazendo o meu melhor, com muito amor, mas da minha maneira.
Voltei a trabalhar, deixei com babá, pois não poderia abandonar meu trabalho, saí do trabalho, pois ficou inviável, ai decidi colocarna escola... ouvi, ouvi,ouvi...
Quando fiz essa escolha da escola, com 1 ano e 4 meses deles, mesmo tendo saído do trabalho, foi um prato cheio para a turma da perfeição. Como assim, eu paro do trabalhar e não quero aproveitar 24 horas para ficar com eles? NÃO!!! EU NÃO QUERO!!!  Sempre disse que o que importa é a QUALIDADE do tempo, não a QUANTIDADE.
E então, com o passar dos anos, me libertei de vez do pensamento, porque eventualmente ainda me pegava agindo da forma que ELAS ACHAVAM QUE DEVIA SER FEITO. Quando aceitei a minha forma de maternar, sem culpa que colocam em mim, nem cobranças de quem não vive minha realidade, criei a MINHA cartilha, que é só MINHA e eu não prego para ninguém seguir.
Certamente continuo sendo assunto para muitas mães da cartilha, mas com certeza, minha forma de maternar ficou bem mais leve, tranquila e, principalmente, segura. Me livrei de grande parte da culpa que as vezes acabava carregando. Deixei só o que realmente importa  e vai fazer alguma diferença, na vida deles.
Quando assumi essa postura, me surpreendi com a quantidade de mães da “outra turma”, que vinham me dizer que me admiravam, que adoravam a forma que eu conduzia meus filhos e minha vida, que gostariam muito de fazer como eu.
Sorrio, agradeço e fico aliviada por ter me libertado, caso contrário, eu poderia ser como aquela mãe, presa às regras de outras, sem nem saber porque está agindo daquela forma, admirando alguém que optou por ser feliz!

Melhor do que queimar o sutiã, é rasgar as cartilhas!!!