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terça-feira, 24 de março de 2015

UMA MÃE PARA CADA FILHO

Desde que meus quadrigêmeos nasceram, mesmo antes de expressarem suas diferenças nas personalidades, já havia percebido que uma mãe não é para vários filhos, como dizem por aí, mas sim uma mãe para cada filho.
Quando comentam sobre irmãos tão diferentes, e completam a frase com: Meu Deus, mas foram criados de maneira igual, pelo mesmo pai e mesma mãe, fico quieta e nem tento argumentar, mas sei, por A + B, que essa é a mais pura mentira. Nem mesmo na teoria essa verdade existe.
Ninguém é igual a niguém, logo, ninguém terá a mesma mãe também!
Tenho quadrigêmeos de 5 anos, 3 meninas e um menino, que foram gerados em 4 placentas separadas e nasceram com a diferença de 1 minuto cada, exceto a Laura, que teve uma diferença de 2 minutos para o João Pedro.
Bom, com isso, como o total não dava mais que 5 minutos, nem mesmo o mapa astral deles é diferente. Ou seja, tudo para serem iguais, uma vez que vivem juntos, na mesma idade, na mesma época, criados pelos mesmos pais, certo? ERRADO!
São absolutamente diferentes, pois cada um tem sua personalidade.
Assim como nossa vida social, onde agimos de formas diferentes em diversas situações, com os filhos funciona da mesma forma.
Com 5 anos de convivência bem intensos, já que deixei de trabalhar para me dedicar ao quarteto, mudei para o interior para facilitar a nossa vida e fico a maior parte do tempo sozinha com eles, posso dizer que teria até quatro nomes, de tão diferente que tenho que ser com cada um deles.
Com o passar do tempo, percebi que a Laura tem um gênio mais forte, que bate de frente, que tenho que ser dura, além de firme, insistir no castigo e mostrar para ela que está errada e que aquele comportamento não é o que ela gosta. É a mais doce e a mais dura de todos, por isso tem que saber muito como lidar com ela, como dialogar, como impor as minhas regras e vontades.
Já o João Pedro, meu único menino, quase não me dá trabalho, a não ser quando realmente surta e pensa que é o homem da casa! Não dá pra ser mole, mas também não posso ser tão dura como com a Laura, com ele funciona uma conversa tranquila e apenas acalmá-lo no surto.
A Bibi é um caso a parte! Super meiga, mas carrega a ideia da “caçulinha”, não só por ter nascido por último, mas por ser 9 centímetros menor que os  irmãos. Faz charminho, procura ser a mais certinha, quer sempre acertar, mas tb é azedinha e folgada quando quer. Com ela, o método mais a moda antiga é o que adianta: pouca conversa, uma palmada e castigo! Fica quietinha no castigo até que alguém mande sair, aí volta bem melhor, sem dramas.
Já a Sophia, aaaa a Sophia! Essa é um enigma!!! Ela deixa qualquer um de língua de fora, cabelo em pé e ouvido zunindo. Uma agitação sem fim, não para em momento algum, não consegue ficar quieta assistindo um filme, brincando, nada, rapidamente perde o interesse e passa para a próxima atividade. Deixa a gente cansado e doidinho, mas uma conversa sensata, com palavras explicadinhas e muitos combinados, normalmente ajuda! Adora se destacar e receber parabéns por suas atitudes positivas, surpresas, como chegar da escola e organizar todos os pijamas dela e dos irmãos, tomar banho e aparecer prontinha.

Ou seja, não basta ser mãe, não basta ser mãe de quadrigêmeos, não basta se dedicar a eles full time, ainda é preciso desenvolver múltiplas personalidades!