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quinta-feira, 17 de maio de 2018

O DIA QUE A TOCHA OLÍMPICA PASSOU EM CASA!



não passou na minha casa, mas passou na cidade e eles encontraram!
Já estou me preocupando com a abertura da copa, porque a Tocha Olímpica foi tão marcante e interessante pra eles que eu espero – do fundo do meu coração – que não seja algo assim muito caprichado.
Em casa de quadrigêmeos, coisas mirabolantes acontecem (o que der, eu divido aqui com vocês, o que for exageradamente mirabolante, guardo segredo secretíssimo! Rsrsrs) e quando esses quadrigêmeos sãos OS MEUS, acredito que a possibilidade fica ainda maior. Juro que dá pra escrever um livro da série: só acontece com você!!! rsrsrsr
Bom, estava tranquilamente (dentro do que é tranquilamente pra mim, não para vocês! Hehehe) sozinha com os 4, pós escola, dia normal, organizando o jantar e aquele “vuco-vuco”em casa. A Laura me chama no quarto, vou até lá atendê-la em pouquíssimos minutos, percebo que é uma bobeira, mais uma mania mesmo de me chamar, que ela é A RAINHA disso, e volto rapidamente para a sala (sala + cozinha, que é tudo integrado). Quando chego, vejo a felicidade do João Pedro com o que???? A TOCHA OLÍMPICA nas mãos!!!!
Ele enrolou uma folha sulfite como um cone, colocou a ponta da boca do fogão e levantou todo feliz, dizendo que tinha feito a tocha.
Óbvio que sem pensar, naquele desespero de mãe e de qualquer pessoa que precisa agir no imediato, peguei a “tocha” e amassei o papel, apagando o fogo com a minha mão e só então, pensando racionalmente (já sem a MENOR necessidade, porque era uma folha sulfite já apagada), joguei no chão e pisei em cima, só pra sujar a cozinha. Burraaaaaaa eu sei!!! Mas resolvi o quase acidente, sem nenhuma baixa.
Nunca tive problemas com eles de mexerem em remédio, fogão, produtos, nada. Sempre expliquei o perigo de cada coisa, pois além de ser importante que a criança tenha noção do perigo, sei que com quadrigêmeos seria difícil estar o tempo todo presente, principalmente porque muitas vezes estou sozinha com eles e cada um me solicita em um canto. Então, depois de 8 anos sem sustos desse tipo, sem nenhuma gracinha em zona proibida (como mexer na cozinha, por exemplo), eu encontro a Tocha Olímpica fazendo um tour pela minha sala.
Passado o susto e só lembrando da cena dele todo feliz, achando aquilo o máximo, e da minha com a pior reação, a primeira coisa que me veio à mente foi minha avó, que sempre disse: “filho criado, trabalho dobrado”.
Sábia avó!
Tomara que na copa seja apenas um chute inicial na bola ou nada que envolva fogos e coisas do tipo, assim já combino com eles e a gente imita na rua!

segunda-feira, 14 de maio de 2018

MAIS UM DIA DAS MÃES


Dia das mães é todos os dias, né?
Mas é tãããão gostoso a gente ter um dia especial só nosso, já que todos os dias já vivemos intensamente esse papel. Eu AMO e curto todos os minutos dos mimos que temos direito.
Aqui em casa, tenho o hábito de café da manhã especial para todas as datas. Sou super temática e sempre faço, já virou uma marca registrada. Eles adoram e esperam por isso, ficam super animados e ansiosos, querendo saber das programações, o que vamos servir... Às vezes até me cobram.
Na escola deles, no terceiro ano, já não tem mais apresentação, mas ainda fazem bilhetes fofos e presentinhos, ainda bem, porque eles estavam super preocupados que não iam fazer nada pra mim! Hehehehe
No sábado a noite, foram com o Je ao super e já prepararam meu super banquete surpresa. Foram dormir sem dar trabalho nenhum, não apareceram na minha cama durante a noite e fizeram super silêncio na parte da manhã. Eu já comecei a curtir o meu dia (desfrutando desse silêncio causado pela ansiedade de manter a surpresa) dormindo TOTALMENTE em paz, até mais tarde!
Os 5 foram muito perfeitos ou eu estava muito cansada, mas realmente não tinha escutado NADA.
De repente sou acordada com o Meu Quarteto invadindo o quarto, falando em coro um lindíssimo e animado Feliz Dia das Mães, seguido de ataque coletivo com beijos e abraços pulando na minha cama. Já ganhei o dia!!! Não tinha como não começar bem, né?
Seguimos para a super deliciosa e irresistível mesa de café da manhã, que além de linda, estava caprichada. Acordaram cedo e até fizeram brownie. To super bem arrumada com essa galera, né? Papai aprendeu rapidinho essa minha coisa de café da manhã e está até me superando!! Pontos pra ele e vantagem pra mim!
Ficamos toda manhã na mesa, abrindo os presentes, bilhetes, ganhei flores, incontáveis beijos e abraços, muitos eu te amo, você é a melhor mãe do mundo, tudo vezes quatro, para que eu sempre me lembre que se dá trabalho quadriplicado, o amor é na mesma proporção!
Ser mãe não é fácil, não é passageiro, não tem manual nem dá pra buscar no Google. Ser mãe é a dádiva mais desafiadora que alguém pode receber. Mãe é doce e amarga na medida certa, mãe sofre em silencio e sorri escancarado, mãe encoraja morrendo de medo, mãe nunca mais come um prato sozinha, faz xixi sem ser chamada ou dorme sem dar aquela espiada nos quartos. Mãe quer fugir e não consegue nem imaginar por muito tempo essa realidade. Mãe reclama MUITO, mas ai de quem reclamar. Mãe é cansada, mas está sempre pronta para atender um filho. Não existe mãe que é SÓ mãe e não trabalha fora, mãe trabalha o tempo todo, remunerado ou não. Mãe é mãe e PONTO! Por isso que por eles e para eles, vivo intensamente e aprendo diariamente com esse papel de mãe de quadrigêmeos que me foi dado e eu tento desempenhar da melhor maneira.
Por causa deles, vivi mais uma vez a emoção de comemorar esse dia!
Parabéns para todas as mães, da forma que viverem a maternidade.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

TERRIBLES 2??? JÁ CHEGOU NOS 8 ANOS?



 MEU QUARTETO FAZENDO TUDO VALER A PENA
Quem escreveu sobre os Terribles 2, certamente não tinha chegado aos “DESGASTANTES 8”, nem imaginava o que estava por vir, porque se os 2 anos foram terríveis, os 8 colocam essa idade no bolso, dando beijinho no ombro. Rsrsrs
E, particularmente, estou PIRANDO.COM.BR. E, para a nossa alegria (ou não! Rsrsr), descobri que isso não acontece só por aqui!!!!! heheheheh Com as pesquisas que tenho feito com outras mães, até mesmo os filhos únicos têm dado uma causadinha com os pacientes papais.
Que mudança RADICAL de comportamento, meu Pai. 
Sempre digo que a maternidade é um eterno jogo de vídeo-game. A gente fica batalhando em uma fase, quando está pro, com todas as armas, passa de fase, para uma mais “desafiadora”, porém com as armas e todo o conhecimento já conquistado na fase anterior, mas a fase 8 tá caprichada, hein???
Algumas coisas são em comum em todas as casas, outras são exclusividade minha (e das minhas amigas Quadriloucas), pelo fato de ter 4 da mesma idade, mas vamos aos fatos.

O que temos de novo nessa idade?

Tem muito pera aí, já vou, surdez, vontades próprias ... Essas coisas são de todas as casas, mas já imaginou que delícia, 4 criaturinhas falando pera aí, já vou ou fingindo surdez absoluta???? Aí o que vem em seguida???? Os irritadinhos, quando falamos mais de 157 vezes, aí perdemos a linha, damos aqueles gritos que 99,9% das mães me entendem e sabem como são e eles reagem com espanto, como você fosse A LOUCA, que acabou de falar pela primeira vez.
Nossa Senhora da loucura, ajuda aí, que tenho muitas fases pra passar e precisamos manter a lucidez por aqui!!!!
Bom, completando o pacote, parece que a galera descobriu AGORA que eles são quadrigêmeos e que isso implica mais do que o diferente de ser 4, ter sempre irmão pra brincar, nunca estar sozinho... Agora começaram com ciúme, algo que nunca tiveram (farei post em breve só sobre esse assunto), disputa por tudo, principalmente por atenção, brigas o tempo todo (também falarei sobre elas em um post exclusivo, elas merecem atenção!!!) e o tal do isso não é justo!”. Quem foi que deu aula de direito para eles????
Agora TUDO aqui não é justo, mesmo que eu sempre tenha me desdobrado para manter a justiça plena, em não ter nenhuma diferença em nenhum tratamento e deixar MUITO claro pra eles, que cada um é um.
Enfim, juntando tudo isso, concluí que os Terribles 2 são deliciosamente encantadores, se comparados ao Desgastante 8.
Maaaasssss, como toda moeda tem 2 lados, os 8 anos vem cheios de encantos também e nisso meu saldo é bem positivo, por ter 4!
Nessa idade já posso dizer que tenho companheiros para muitas coisas. Já conversamos sobre N assuntos, me fazem carinho quando percebem que não estou bem, damos muuuuitas risadas juntos, fazemos programinhas individuais, respeitando o gosto de cada um, assistimos séries juntos e esperamos ansiosos pelos próximos episódios, visto a camiseta do Corinthians e grito nervosa para assistir o jogo com o João Pedro, brinco de boneca com a Sophia, vou ao japonês com a Laura, ando de bike com a Bibi, enfim, dividimos o nosso dia a dia com a individualidade de cada um, aproveitando o bom do crescimento, das descobertas da independências e das personalidades.
No fim das contas, eles vivem mesmo com 5 mães, porque com cada um tenho que ter um jeito de lidar, respeitando as personalidades e as necessidades individuais, além de ter a mãe que lida com o quarteto quando não existe negociação e a coisas precisam funcionar em grupo, sem A nem B e eu vou me descobrindo entre esses mil papeis que preciso interpretar, me moldando a cada nova fase, guardando todas as armas adquiridas nas anteriores.
E vamos que vamos para as próximas descobertas!!!

terça-feira, 24 de outubro de 2017

ACERTAR, ERRAR, SURTAR E AMAR MUITO... EM 8 ANOS!!!

Lembra daquele filme "De repente 30"?
Pode parecer clichê falar isso, mas é exatamente essa a sensação que tenho, quando penso que essa semana eles irão completar 8 anos!!!!
Não passo 1 mês sequer, sem ter que contar para alguém como foi quando descobri a gravidez, sem ter que explicar como eu me virei com eles bebês, como não enlouqueci, quantos quilos eu engordei, entre tantas outras perguntas. Essas lembranças são tão vivas, que custa acreditar que lá se foram 8 anos.
Não vou mentir, nenhum segundo, que foram anos fáceis. Não foram! Muito pelo contrário, foram anos difíceis, porque tudo que é novo é um desafio, mas no caso de quadrigêmeos, um desafio gigante, que muda a todo momento, sem que a gente tenha tempo para pensar ou se adaptar. Sempre brinco que criar filhos, é como um difícil jogo de vídeo-game: quando você descobre todos os truques e conquista todas as armas, muda de fase para uma mais difícil, que você vai ter que aprender novos truques, porém tem as armas que trouxe da fase anterior.
Nesse tempo todo, mudei de casa 5 vezes, incluindo uma mudança de cidade, parei de trabalhar fora, me dedicando 100% aos filhos e alguns % que encontrava dedicava ao trabalho home office, tive 23 (siiim 23!!!) babás, algumas tiveram passagem tão relâmpago que nem lembro o nome. Tive alguns sustos de hospital, João Pedro teve crise de laringite que o levou para a UTI + longo período de internação, algumas idas correndo para o PS, muuuuuitas viroses com o início da vida escolar, alguns pontos em episódios malucos, como a cúpula do poste cair na cabeça do JP e a Bibi pular na piscina e abrir o queixo, quando o meu caminhão de mudança estava encostando.
Já fizemos praticamente um bate e volta para o Rio, para participar do programa Encontro. Aliás, já participamos de N matérias, começando com uma série do Fantástico, que mostrou o início da nossa história, desde a minha gravidez.
Fizemos beeeeem mais viagens que eu imaginava quando estava grávida, incluindo viagens de avião, que começou aos 6 meses, saímos infinitas vezes mais do que eu imaginava quando estava grávida, foi bem mais prático do que eu esperava. Já dei muita risada das enrascadas que enfio a família, questiono quem teve a brilhante ideia, sabendo que a ideia foi exclusivamente minha; recebemos papai noel em casa, fizemos patas de coelhinho, escondemos ovos de páscoa, voltamos, junto com eles, para o fascinante mundo da fantasia infantil.
Já pensei em sumir mil vezes, já chorei escondida no banheiro, dentro do carro, na cama... Já chorei de rir com eles, já deixei pintar meu rosto com guache, já pulei na piscina fria, desci no tobogã, andei de carrossel, enfim, me tornei A MÃE DO QUARTETO!
Como diria o Roberto, São Tantas Emoções.
Cresci, aprendi, amadureci, vivo me moldando, para acompanhar as mudanças deles, errando tentando acertar, acertando em muitas vezes que já tinha desacreditado, mas sempre com a certeza que sou a melhor e a pior mãe na medida certa, pois sou a mãe que cada um precisa ter.
Só posso agradecer por ter cada um deles, por ter vencido esses rápidos 8 anos e pedir para andar um pouquinho mais devagar, pois ainda não estou com armas suficientes para passar de fase e enfrentar a adolescência.
Parabéns filhos, da nossa maneira, juntos, estamos vencendo!



terça-feira, 20 de junho de 2017

SOBRE AS “TEMIDAS” LIÇÕES DE CASA!!!



Desde que entraram na escola, um assunto que todos os pais comentam comigo, é sobre a lição de casa. Eles mesmos já sofriam por mim, antes que eu passasse por isso.

Na educação infantil, ela começou bem discreta, mas eu já passei a entender o que eles estavam querendo dizer com todo aquele sofrimento. Rsrsrs

Na época, reclamava pelo fato da lição ser para os pais, apesar de entender a necessidade e, inclusive, a importância da lição ser para os pais. Entender, JAMAIS, quis dizer que eu achava bacana, tá? Rsrsrsrs

Então foram para o 1º ano (no ano passado) e a escola me chamou para falar sobre as tarefas de casa, os trabalhinhos e atividades fora da escola. Muito, muito, muito atenciosos, gentis e excelente pedagogos, me deixarem bem tranquila, ao oferecer que um professor fizesse com eles em um outro período, ou antes ou depois das aulas. Ufa! Nem tudo estava perdido, existia uma solução!!!!!!!!!
sobrou até para a boneca

Mas decidi enfrentar, afinal, sabia que era importante, me preocupo MUITO com a educação, com a evolução deles, com acompanhar as dificuldades de cada um, mostrar a importância da escola, capricho, responsabilidade... todas essas coisas que vêm embutidas no pacote da maternidade. Sempre fui muito presente na escola e pretendo ser até o final.




ainda conseguia individual....
Bom, consegui o ano todo, às vezes com paciência, às vezes sem, contando com a ajuda da babá, que ainda morava comigo na época, mas nesse ano a coisa mudou de história.
... aqui já tinha virado sala de aula
No ano passado, as lições não eram diárias, nem a apostila dividida por matérias, mas agora no 2º ano, tudo mudou! São lições TODOS os dias, principalmente textos longos que precisam copiar, interpretar, criar... as atividades de recorte e cole, de procurar em revistas e jornais, pesquisas na internet, entre outras coisas que quem tem filho pequeno na escola, sabe o que eu tô falando. Sempre preferi fazer as lições individualmente, senão cada um ia copiar a do outro e eu não conseguiria distinguir as dificuldades. Imaginou quanto tempo ficaria nesse ano, fazendo essas lições mais complexas, um a um???
Mais uma vez a escola me procurou, mais uma vez tentei, mas não deu certo. A babá não está mais com a gente, as lições foram aumentando e a minha paciência diminuindo. Percebi que não seria positivo, pois muitas vezes estava ficando nervosa ou acaba terminando o exercício por eles, para ir mais rápido.
quarto das meninas


Para a minha sorte, essa escola que é tipo uma mãe, se prontificou imediatamente para nos ajudar, colocou uma professora exclusivamente para fazer as tarefas com eles.
outro angulo
Os trabalhos ainda faço, mas aí é até agradável, pois são coisas esporádicas, com as maquetes que fizemos esse fim de semana!




Hoje, eles ficam 1 hora depois da aula com ela, já chegam em casa com as tarefas feitas e eu só confiro, para saber o que tiveram e como estão. Certamente isso está sendo muito mais eficiente, positivo e proveitoso para eles e para mim! 

(ps. troquei de computador por um tempinho, enquanto o meu não volta, to apanhando para formatar o texto certinho, então vai como deu, o assunto tá legal e as fotos tb. rsrsrsr)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O QUE EU PENSO, O QUE EU FAÇO E AS MÃES DE CARTILHA


Se tem uma coisa que vem junto com a maternidade, que talvez a gente nunca consiga se livrar TOTALMENTE, é a famosa famosa culpa, que nós, mães, insistimos em sentir a todo o momento, principalmente no incício.
Procuramos pelo em ovo (como dizem), para dar um jeito de ter culpa em alguma coisa. Impressionante, como nunca estamos satisfeitas.
Sabe porquê? Eu acho que tem a ver com esse título, que coloquei. Pelo menos comigo, aconteceu algumas vezes, até eu enxergar isso e agir de forma diferente em relação à outras mães, expectativas dos outros e minhas capacidades X realidade X culpa.
A primeira vez que tive essa noção, foi logo no início, no dia seguinte que tive alta do hospital e eles ficaram na UTI.
Tinha ficado 7 meses e meio de repouso na casa da minha mãe, saí de lá direto para o hospital, onde fiquei mais 21 dias para, enfim, voltar para a minha casa, para um pouco de vida após tanto tempo deitada, sem precisar me preocupar com uma barriga com 4 bebês, ou seja, relativamente livre para viver por uns dias, enquanto meus filhos estavam naUTI, de um dos melhores hospitais.
Lembro perfeitamente do dia. Saímos do hospital em um sábado de manhã, estava um dia lindo! Fomos almoçar fora, aproveitei minha liberdade, andei, subi escada, curti minha casa, fiquei feliz, voltei para minha vida, dentro do possível, naquele momento. Era uma sensação deliciosa, mesmo sabendo que os 4 estavam na UTI (bem, internados apenas para ganhar peso), o fato de estar ali depois de tanto tempo em uma cama, me deixava feliz! Eles estavam recebendo os melhores cuidados que podiam, eu também precisava cuidar de mim e foi o que eu fiz!
No primeiro dia da minha alta, um domingo, não passei a tarde com eles, dentro da UTI, olhando os bebês por um acrílico e tocando por um buraco, como as mães de cartilha achavam que eu deveria ter feito. Sabia que estava tudo ótimo com eles, passei para deixar os leites, conferir o prontuário e pronto, fui curtir o meu primeiro dia oficial fora da cama, do hospital e sem a barriga!
Fui feliz, não teria mudado nada, sei que fiz o que foi certo PARA MIM, naquele momento. Porém, foi nesse dia que comecei a perceber o tal “O que os outros acham que eu devo fazer”. É engraçado, mas em alguns momentos eu pensava: não é estranho eu não ter ficado? As mães perfeitas não ficariam? Preciso sentir culpa! E aquilo ficou martelando na minha cabeça. Será que o certo não era eu estar lá? Bingo! Eu já estava afetada pelas perfeitas “Mães de cartilha”.
Certo?? Certo para quem? Aí, em diversas situações, me cobrava por não estar pensando neles, por não agir como elas, por não ser tão fofa e tão perfeita, por pensar em mais coisas, além da maternidade.
De repente, percebi que quando pensava neles (já com eles em casa e eu de volta ao trabalho), antes vinha a frase de cobrança: Nossa! Faz muito tempo que não penso neles.
Internamente, era como se houvesse alguém me julgando a todo momento, como se eu devesse seguir a cartilha e estivesse andando na direção errada.
Enfim, percebi que as mães perfeitas não existem, que nem essas que julgam e ditam regras são, e passei a seguir o meu instinto, a minha vontade, sem culpa, fazendo o meu melhor, com muito amor, mas da minha maneira.
Voltei a trabalhar, deixei com babá, pois não poderia abandonar meu trabalho, saí do trabalho, pois ficou inviável, ai decidi colocarna escola... ouvi, ouvi,ouvi...
Quando fiz essa escolha da escola, com 1 ano e 4 meses deles, mesmo tendo saído do trabalho, foi um prato cheio para a turma da perfeição. Como assim, eu paro do trabalhar e não quero aproveitar 24 horas para ficar com eles? NÃO!!! EU NÃO QUERO!!!  Sempre disse que o que importa é a QUALIDADE do tempo, não a QUANTIDADE.
E então, com o passar dos anos, me libertei de vez do pensamento, porque eventualmente ainda me pegava agindo da forma que ELAS ACHAVAM QUE DEVIA SER FEITO. Quando aceitei a minha forma de maternar, sem culpa que colocam em mim, nem cobranças de quem não vive minha realidade, criei a MINHA cartilha, que é só MINHA e eu não prego para ninguém seguir.
Certamente continuo sendo assunto para muitas mães da cartilha, mas com certeza, minha forma de maternar ficou bem mais leve, tranquila e, principalmente, segura. Me livrei de grande parte da culpa que as vezes acabava carregando. Deixei só o que realmente importa  e vai fazer alguma diferença, na vida deles.
Quando assumi essa postura, me surpreendi com a quantidade de mães da “outra turma”, que vinham me dizer que me admiravam, que adoravam a forma que eu conduzia meus filhos e minha vida, que gostariam muito de fazer como eu.
Sorrio, agradeço e fico aliviada por ter me libertado, caso contrário, eu poderia ser como aquela mãe, presa às regras de outras, sem nem saber porque está agindo daquela forma, admirando alguém que optou por ser feliz!

Melhor do que queimar o sutiã, é rasgar as cartilhas!!!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

A INDEPENDÊNCIA DOS FILHOS E OS MIMIMIS



Hoje uma amiga minha postou um texto no facebook, de uma mãe que se dizia preguiçosa,egoísta e despreocupada.
Claro, como tudo o que tem acontecido no face, em poucos minutos um monte de mães comentou o post com críticas, compreensão ou curiosidade mesmo. Depois de ler, também entrei para a turma das mães dos comentários.
Foi então que resolvi escrever esse post, pois comecei a questionar algumas decisões de mães e palpites das palpiteiras de plantão.
Ninguém sabe a necessidade e/ou a vontade da outra. Esse filho é meu, nasceu do meu ventre e será criado na minha família, então NÃO faz sentido ele seguir o que VOCÊ acha que é bom pra ele, certo? Certo!
Tive a sorte (depende do ponto de vista de cada um. Rsrsrs) de ter engravidado de 4, assim, pouquíssimas pessoas tiveram coragem de se meter na minha forma de conduzir a maternidade. As mães de filho único bebezinho, então, me viam como algum tipo de Deus. Sempre diziam (ainda dizem) que me admiravam, como eu conseguia e blá blá blá. Nesse ponto, ótimo, pois essas são as que mais palpite dão, pois as mais velhas já esqueceram muita coisa da prática.
E então 36dias após a UTI, finalmente fui para a casa com 4 bebês e oficialmente me tornei uma mãe de primeira viagem. Minha primeira viagem já foi bem longa, com várias escalas e conexões, que me fizeram ficar expert em viagens, né?
Implantei a MINHA rotina, as MINHAS regras e a MINHA forma de maternar. No dia a dia, nas dificuldades, que iria descobrir o que funcionava bem e o que precisaria mudar.
Logo na primeira noite, cada um foi para o seu berço (depois de me informar no hospital, na UTI e com meu pediatra), ninguém foi ninado no colo e nada aconteceu! A única coisa que aconteceu, foi que deu certo, foi bom para todos e seguimos dessa maneira até sempre! Já imaginou, se eu tivesse que  ninar 4 filhos? Obvio que não, afinal, seria enlouquecedor. Eles não conheceram essa outra forma de dormir, então, entendiam que aquela era a hora e o único jeito que tinha.
Se não choravam? Claaaaaro que choravam, já conheceu alguma criança que não chora? Inclusive, esse é o sinal que está vivo, assim que nasce. Chorar faz parte da vida de um bebê. Choro normal, de manha, não mata ninguém. Pouco tempo de chorinho e cada um caía para o seu lado, dormindo tranquilamente.

E então, com o passar dos meses, fui avaliando o que seriam capazes, o que podia ensinar, para dar um pouco independência de acordo com a idade. Com poucos meses, por uma questão óbvia de facilitar a vida de todos e agilizar a mamada dos 4, para que eles não começassem o festival de choro, ensinei a segurar sua própria mamadeira! Foi maravilhoso, minhas costas agradeceram e a fome deles tb! Assim foi, com o passar dos anos. Aprenderam a comer sozinhos, a tomar no copinho, a usar o banheiro, a tomar banho, a s vestir... cada coisa no tempo deles e no meu, pois filhos precisam que alguém para guiar.

Até hoje sigo com essa teoria, que coloco em prática diariamente. São independentes de acordo com a idade deles (muitas vezes um pouco mais que amiguinhos da mesma idade) e não sofrem nenhum problema psicológico, por acharem que negligenciei em algum momento, pelo contrário, sempre querem fazer mais coisas sozinhos!


Hoje estão com 7 anos, deixo que façam o café sozinhos quando me pedem e, muitas vezes, ainda sou surpreendida com uma bandeja com tostex na cama.  Com certeza um carinho desse, não viria de filhos que não receberam amor ou foram negligenciados, né?
Nossos filhos precisam crescer e quanto mais souberem e estiverem preparados, menores serão as surpresas e dificuldades.
Acredite, se ele aprendeu é porque foi capaz, não porque você foi preguiçosa e passou para ele, uma “função” que era sua.