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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Prematuros pra sempre?

Uma vez ouvi que a ignorância é o segredo da felicidade! Em alguns casos, tenho certeza que essa frase está certa, como na minha gravidez, por exemplo.
Desde que tive a surpresa notícia que estava grávida de quadrigêmeos, fui informada que, por questões obvias, eles seriam prematuros. Até aí tudo bem, não fiquei muito preocupada com isso, pois não busquei muitas informações e "consequências" da prematuridade.
Sabia que, dependendo da antecedência, existia a preocupação com o pulmão, a importância do peso e de segurar o máximo que desse na barriga, pois na reta final, cada dia no útero era correspondente a 3 dias a menos na UTI. Além disso, também tinha conhecimento de um atraso na evolução, comparado a um bebê que nasceu de 9 meses, mas que essa diferença se igualaria a partir dos 2 anos. Ok!
Meus filhos nasceram super bem, apenas com baixo peso, ficaram 36 dias na UTI para engordar, mas não precisaram se submeter a nenhum tratamento, nem ser entubado ou receber oxigênio. Tudo dentro do que eu esperava.
Desde então, nunca mais dei importância ao fato de serem prematuros, além do cuidado natural com bebês recém saídos da UTI.
Outro dia levei as crianças ao pediatra e descobri algumas novidades (não muito interessantes) sobre algumas consequências da prematuridade, entre elas a agitação de algumas crianças.
Detestei esas notícia!!! rsrsr
Conversando com ela sobre uma agitação fora do normal aqui em casa, para saber se existia algo que pudesse ser feito, ela me explicou que isso é típico em crianças que nasceram antes do tempo, pois eles não estavam prontos para saírem do útero, estavam quietos, no escuro, no quentinho da barriga da mãe e de repente foram retirados de lá! Esse processo já não é uma coisa natural, somado a isso, desde que nasceram foram exageradamente manipulados, "furados" para receber medicação, alimentados por sonda (que incomoda mesmo um recém-nascido) e incomodados toda vez que estavam dormindo, para que a enfermeira trocasse a posição de tempos em tempos.
Imagino que cada contraída para as centenas de picadas, cada susto quando foram acordados, cada vez que retiravam a sonda do estômago que tinha que ser recolocada, devam mesmo trazer reflexos para hoje, mesmo 4 anos depois.
Ouvindo toda aquela explicação, dei 100% de razão à ela, principalmente porque vivi os 36 dias dentro da UTi, acompanhando todos esses exemplos que ela me mostrou.
Com certeza a falta de informação e ignorância, nesse caso, me ajudaram muito a ficar mais tranquila e levar tudo numa boa, pois senão estaria sofrendo desde o dia que eles saíram da minha barriga, aguardando essa e outras consequências que eles carregarão pra sempre por terem nascido de quase 33 semanas.