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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

PRIMEIRA MATÉRIA DO QUARTETO! rsrrsrs

A Marília, uma super repórter que trabalha comigo na Caras, precisava escrever uma matéria para a faculdade. Carinhosamente, ela escolheu o quarteto como pauta para seu texto!
Olha que lindo que ficou!

Por Marília Neves

A mãe que vai padecer quatro vezes no paraíso

Ser mãe é padecer num paraíso, dizia o poeta Henrique Maximiano Coelho Neto no poema Ser Mãe, escrito no século passado. Mas o que ele diria o poeta sobre a mãe de quadrigêmeos? Ana Carolina Barbosa Lima tem uma resposta rápida: “É um presente de Deus quadriplicado”, diz ela, completando: “O trabalho também será quadriplicado, mas que só vou descobrir na prática mesmo”. Caú, como é chamada pelos amigos, tem 30 anos e, há dois, é casada com Jeronimo Harbs de Moraes Vieira, de 29 anos, a quem ela chama, carinhosamente, de “menino”. No início do ano o casal, que morava em um flat, mudou-se para um apartamento maior, já pensando em ter filhos. Caú parou de tomar anticoncepcionais e, em março, descobriu a gravidez. “Queria engravidar, mas não com tanta pressa. Ao descobrir, fiquei muito feliz. Foi uma delícia ver o resultado positivo. Além disso, o dia foi ideal, pois meu irmão se mudou para Miami em janeiro, e no dia 27 de março, um pouco depois de fazer o teste de farmácia, minha cunhada também estava embarcando com a Maria Clara, minha única sobrinha. A família estava arrasada, então a notícia de um novo bebê amenizou um pouco as coisas”, contou.
O momento, de total alegria, passou para apreensão, quando a nova-futura-mamãe foi fazer a ultrassonografia. “Primeiro descobri que eram gêmeos; depois, no segundo ultrassom, vi os quatro. Fiquei em choque, revoltada, inconformada, desesperada”. Paciência. E com a ajuda do ‘menino’ já escolheu o nome dos pequenos: João Pedro, Sophia, Laura e Beatriz. Mas como decidir quem leva tal ou qual nome? “Estabelecemos essa mesma ordem para o nascimento”, explicou. Nomes definidos, Caú e “menino” têm muitas compras pela frente: berços, carrinhos, brinquedos, roupinhas, sapatinhos, banheiras, babadores, mamadeiras...Tudo vezes quatro.
Desde o início da gravidez Ana Carolina começou a passar muito mal e parou de trabalhar. Sua rotina é ficar na cama. Tinha muito enjôo. Enjôo de grávida quadriplicada. Depois, precisou ficar de repouso por conta de uma cirurgia essencial para a saúde dos bebês. Agora, tudo isso já passou, mas com o surto de gripe suína Caú foi proibida, pelo médico, de receber visitas, afinal, grávidas fazem parte do grupo de risco. Para fugir do tédio conta que já arriscou de tudo. “Tentei até fazer tricô, mas não rolou. Com a enxurrada de hormônios, não consigo me concentrar muito, então não dá para ler um livro ou coisas do tipo. Fico deitada assistindo televisão, conversando com amigos no msn, escrevendo no meu blog, procurando coisas de bebê e pensando em muita besteira.” Uma informação que ela descobriu nesse período de ociosidade, é que vai precisar de 10 fraldas por dia para cada criança. “No final do mês, serão 1200...”
Caú está no sexto mês de gestação, mas como os bebês serão prematuros, por falta de espaço na barriga da mamãe, deverá ter as crianças já em setembro. Enquanto os pimpolhos não chegam, ela coleciona preocupações do tipo: quantas babás vai precisar; com quantos quilos eles irão nascer; quanto tempo ficarão encubados na UTI e, especialmente se vai conseguir da conta de cuidar e educar todos. Isso, sem falar nas finanças. Mas para ela, a lista de alegrias é ainda maior e encantadora: “Sentirei a emoção de ser mãe quadriplicada, vou descobrir a magia da maternidade da forma mais intensa, o contato deles no útero é mágico. Senti-los se mexendo é demais; pensar neles crescendo juntos, na amizade que terão, na alegria que será a minha casa...”.
Caú mostra que Henrique Maximiano Coelho Neto tinha razão. Independente de quantos filhos vierem, ser mãe é realmente padecer num paraíso.

Lindo Má, muito obrigada pelo seu carinho!